Um pouco de curiosidades na história...

Por que Esquerda e Direita na política???

Alguém aí já deve ter se perguntado ou pensado porque se diz direita ou esquerda para distinguir ideologias partidárias politicas.



Origem dos termos Direita e Esquerda na política
Ilustração de uma reunião no clube dos jacobinos, um dos primeiros grupos considerados de esquerda
O uso das denominações de direita e esquerda para distinguir as diferenças ideológicas dos partidos políticos, iniciou-se durante a Revolução Francesa, no final do século XVIII. Esquerda e direita dizia a respeito literalmente das cadeiras ocupadas pelos grupos políticos franceses. Na Assembléia Nacional Constituinte os lugares dos aristocratas, defensores da monarquia absoluta, ficavam à direita do presidente da Assembléia, enquanto que os patriotas, defensores da monarquia constitucional, se sentavam à sua esquerda. Por isso, em seguida, e até hoje, passou a dizer-se que pertencem à direita os partidários das posições mais conservadoras e à esquerda os defensores de transformações políticas e sociais.
Durante os debates sobre a Constituição, os deputados ligados à aristocracia e aos defensores da monarquia constitucional, bem como os membros da alta burguesia, sentavam-se à DIREITA do plenário. Esse grupo ficou conhecido na França como os girondinos, em decorrência de serem provenientes principalmente da província de Gironda. Os girondinos, ou a Direita, defendiam que o processo revolucionário fosse interrompido, garantindo apenas as conquistas alcançadas até o momento, como a elaboração de uma Constituição e o voto censitário, destinado apenas aos ricos. O objetivo principal era consolidar as conquistas burguesas e evitar a radicalização da revolução.
E a ESQUERDA do plenário era formada principalmente por deputados jacobinos (primeiros grupos considerados de esquerda), que eram os defensores de um republicanismo radical e aceitavam em seus clubes a pequena burguesia e os profissionais liberais que tinham condições de pagar suas elevadas mensalidades, além de não permitirem a participação de mulheres. A esquerda francesa defendia medidas de aprofundamento e radicalização da revolução, principalmente as que garantiam melhorias na vida da população pobre, e que abrissem a participação política a todos os habitantes. Exemplos dessas medidas podem ser encontrados na Lei do Preço Máximo, que buscava impedir o aumento do preço dos alimentos, e a decretação da abolição da escravidão nas colônias francesas.
Por fim, percebemos que essas definições mudaram ao longo das décadas na França e nos demais países. Porém, alguns aspectos principais não mudaram tanto. Apesar das várias divisões internas e das várias formas de manifestação de interesses, a direita continua a defender medidas sociais, econômicas e políticas que acabam beneficiando os detentores do poder econômico na sociedade, nomeadamente os capitalistas.


O Pequeno Príncipe

Leitores de plantão: Quem nunca leu ou já ouviu falar de O Pequeno Príncipe??? Eu adorei e super recomendo. Não me canso de ler, reler... Filosófico todo, que confesso precisei ler o livro duas vezes pra "entender" ou "não entender" - quero dizer que é um livro que pode ser interpretado de diversas maneiras e sob diferentes pontos de vista - todo o simbolismo do grande escritor Antoine de Saint-Exupéry (adoro sotaque francês rsrs). O livro é o queridinho de crianças e adultos pela mensagem simples, emocionante de amor e paz que ele transmite. Não há como não se encantar pelo personagem. 

 Um pouquinho de Le Petit Prince

 “As estrelas são todas iluminadas... Não será para que cada um possa um dia encontrar a sua?” Antoine de Saint-Exupéry



Sinopse: O Pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino. Pela mão do pequeno príncipe, recupera a meninice abrindo uma brecha no tempo, volta a sentir o perfume de uma estrela , a ouvir a voz de uma flor, a ver o brilho de uma fonte, escutar os guizos das folhas batidas pelo vento. Quebra-se por momentos a crosta que generaliza o outro em todos e torna as coisas comuns e iguais para se descobrir os carneiros dentro das caixas, os elefantes dentro das serpentes. Uma leitura inesquecível para todas as idades.

Quem gostou da dica??? Para quem não leu... Espero que gostem! Aos que já leram, uma boa releitura e uma nova compreensão e reflexão deste encantadora aventura.


                                                       

Ao escritor... ...Com carinho!



Ao escritor...
...Com carinho!


 Escritor é aquele que tem poder de colocar seus sonhos em uma folha de papel, transformando-os em realidade e fazendo com que muitas outras pessoas sejam encantadas por esses sonhos. Escritor é aquele que tem o dom de transformar um dia péssimo no melhor dos dias, aquele que nos faz rir e chorar ao mesmo tempo, é aquele que tem o poder de mexer com as nossas emoções. Escritores são criadores de um mundo fantástico, melhor do que o que habitamos, um mundo chamado Terra da Imaginação, onde tudo é possível, que torna a vida muito mais suportável, cheia de sonhos, onde imaginar, sonhar, ter e ser não há limites.
Um brinde a todos os escritores!!! Dos que escrevem em guardanapos até aqueles que escrevem Best-Sellers. Obrigada escritor, pelo seu impulso de escrever, por sua vontade de contar uma história, e nela me fazer conectar com outros mundos. Mundos tão únicos em uma inerte folha de papel.

Um pouco de curiosidades na história...

Você sabia???

Tudo indica que o espelho surgiu pela primeira vez em forma de reflexo na água. Posteriormente, cerca de 3.000 a.C., os povos da atual região do Irã passaram a usar a areia para polir os metais e pedras; há rumores de seu surgimento há cerca de 5 mil anos na antiga Suméria – região no atual Iraque. Os espelhos dessa época eram placas de bronze polidas com areia. daí esses espelhos refletiam somente contornos e formas, mas o material utilizado era de fácil oxidação. Pouco mudou até o fim do século XIII, época em que o homem já dominava as técnicas de fabricação do vidro, até que em Veneza, alguém teve a brilhante ideia de unir o vidro a chapas de metal e foi aí que surgiu o espelho que conhecemos hoje.

Mas este era um produto raro e caro. Imagina que os espelhos venezianos chegavam ser mais caros que navios de guerra ou pinturas de gênios como o renascentista italiano Rafael (1483-1520)?
Foi a partir do século XX, com a Revolução Industrial, que o processo de fabricação evoluiu, o material tornou-se mais barato e o preço ficou acessível para as pessoas comprarem esse objeto que prevalece até os dias atuais.






 O ritual de comemorar aniversários...


 

O costume de comemorar aniversários surgiu lá no Egito Antigo, em 3000 a.C. Tanto os egípcios quanto os gregos, que adotaram o costume, restringiam as comemorações apenas para faraós e deuses. Com o tempo, o hábito foi se estendendo aos mortais e contaminou também os romanos, que davam o privilégio ao imperador, a sua família e aos senadores. Nos primórdios do cristianismo, o costume foi abolido por causa das suas origens pagãs. Assim como o "feliz aniversário", o hábito de dar presentes aos aniversariantes tem o objetivo original de afastar os maus espíritos. Isso já acontecia no Egito antigo e em Roma. 
Significado da palavra ANIVERSÁRIO - De origem latina, significa "aquilo que volta todos os anos". O famoso bolo de aniversário surgiu lá na Grécia, em homenagem à deusa Ártemis. Seus adoradores levavam ao seu templo um bolo no formato de lua, feito de pão e mel, representando a Lua cheia, sinônimo de fartura e segundo a mitologia, era a forma com que a deusa se expressava. As velas também surgiram nessa época. Alguns povos acreditavam que a fumaça que saía das velas levava os seus desejos até o céu, onde os deuses podiam ouvir.
A famosa cantiga "Parabéns a Você" surgiu em 1875. Na verdade, nesse ano as americanas Mildred e Patricia Hill criaram a melodia de "Good Morning to All", que, depois de mudanças aqui e ali, deu origem ao "Parabéns a Você", em 1924. A versão brasileira da música foi decidida em um concurso da Rádio Tupi-RJ, em 1942, vencido pela paulista Bertha Celeste Homem de Mello.

NOTA: Acreditavam os gregos que fumaça das velinhas ao ser apagadas, levavam os seus desejos até o céu, onde os deuses pudessem ouvir.                                                                                                            


A cabeça de Santa Catarina de Siena: uma das mais curiosas relíquias religiosas da Idade Média.
Estranhas Relíquias...    


Não há como não se impressionar com rituais bizarros por aí, principalmente em se tratando de relicários religiosos, onde devotos em frente a estranhas relíquias chegava a organizar rituais de adoração bastante bizarros.
A título de exemplo, no século XIV, um relicário contendo uma pequena quantidade do sangue de São Januário que originalmente conservado em estado sólido, chamava a atenção de vários peregrinos devotos a essa antiga santidade do século IV.
Em meados do século XIII, a tumba que alojava Santo Antônio de Pádua foi aberta depois de mais de trinta anos de sua morte. Ao examinar os restos mortais do santo, foi constatado que a sua língua permanecia praticamente intacta. Vista como uma prova de sua vida imaculada, a língua foi retirada de seu corpo e até hoje pode ser vista na Basílica de Santo Antônio de Pádua, na Itália, bastante visitada por devotos fiéis.
Em 1083, um grupo de clérigos ordenou que o corpo de Santo Estevão da Hungria fosse desenterrado para que o seu processo de beatificação fosse inaugurado. Mais uma vez, ao observarem as condições gerais do corpo, notaram que a mão dele se encontrava em perfeito estado de conservação. Daí como relíquia a mão foi extraída para se transformar na mais importante relíquia da Basílica de Santo Estevão, localizada na cidade de Budapeste, capital da Hungria.
No século XIV, a morte de Santa Catarina de Siena provocou uma tenebrosa disputa pela posse de seu corpo. A solução encontrada foi realizar a extração de seu pé direito, que acabou parando na cidade de Veneza, e da cabeça, que ficou como principal relíquia de sua cidade natal. Atualmente, o resto de seu corpo está depositado na cidade de Roma, capital da Itália.
Nos dias atuais tem se falado, estudado e pesquisado muito sobre as relíquias relacionadas à vida de Jesus Cristo. Como conhecemos o famoso Sudário de Turim, ou o Santo Sudário é uma peça de linho que mostra a imagem de um homem que aparentemente sofreu traumatismos físicos de maneira consistente com a crucificação. Vários cristãos acreditam que seja o tecido que cobriu o corpo de Jesus Cristo após sua morte. O Sudário está guardado na Catedral de Turim, na Itália, desde o século XIV que pertenceu desde 1357 à casa de Saboia que em 1983 o doou ao Vaticano. A peça é raramente exibida em público, a última exposição foi no ano 2010 quando atraiu mais de 50 mil fiéis.
A busca por objetos que aparecem em sua biografia bíblica abriu portas para o surgimento de uma mesma relíquia em várias cidades europeias. O sangue de Cristo, Santo Graal, prepúcio sagrado do Messias, o famoso sudário de Turim como falamos, a coroa de espinhos, pregos da cruz, madeira da cruz, etc., são alguns dos objetos de adoração e disputa que figuram tal história.


Uma estória nessa história

A estória que o povo conta, o que o povo pensa...


Para muitos, essas "propagandas religiosas" com o uso de relíquias, comprovariam historicamente que os membros da Igreja os usam como estratégia para chamarem a atenção e atraírem recursos seus fiéis utilizando uma diversidade de artefatos religiosos. Do ponto de vista histórico, consideramos que as relíquias marcaram uma experiência religiosa peculiar do período medieval, expondo os vários lugares que o "estranho sagrado" pode ocupar na vida das sociedades ao longo do tempo. 

A obra de Eça de Queiróz A Relíquia descreve com ironia o mundo dos comerciantes de objetos sagrados.

Os grandes navegantes da história




A História


As "Grandes Navegações" como conhecemos se refere às várias expedições marítimas organizadas nos séculos XV e XVI, principalmente por Portugal e Espanha. Elas ajudaram a marcar a passagem da Idade Média para a Idade Moderna, resultaram na descoberta de um novo continente a ser explorado pelos europeus, a América, e num grande impulso para o aumento do comércio da Europa com a Ásia e a África.

Porém, muitos foram os pioneiros que cruzaram mares ligando continentes. Então, como navegavam nossos antepassados antes das "grandes navegações"? 

Navegação na Antiguidade foi impulsionada por povos antigos que se lançaram aos mares, entre eles os VikingsGregos e Fenícios. A maioria dos povos antigos usavam navios de guerra em grandes batalhas, como os Gregos nos 500 anos de guerra contra os Persas. Os primeiros usaram Trirremes como meios de transporte e em batalhas navais. Os fenícios eram grandes marinheiros e comerciantes. Há cerca de 3000 anos, percorriam a costa do Mediterrâneo com os seus navios mercantes. Os Vikings por seu lado fizeram pilhagens frequentes por todo o Norte da Europa, a bordo dos seus barcos de guerra.

      
Navio Viking (Drakar - Navios dragão)           Trirreme Grego                             Navio Fenício

A Navegação da Idade Média e início da Idade Moderna, um dos tipos de embarcações usado foi caravela, uma embarcação usada pelos portugueses e espanhóidurante a Era dos Descobrimentos, podendo transportar até cinquenta homens. Com a passagem das navegações costeiras às oceânicas, houve necessidade de adaptar as embarcações aos novos conhecimentos náuticos e geográficos . À medida que se foi desenvolvendo o comércio marítimo e se tornou necessário aumentar a capacidade do transporte de mercadorias, armamentos, marinheiros e soldados, foram sendo modificadas as características dos navios utilizados. Surgiam então as naus. A nau apresentava três mastros.

Navegadores do Novo Mundo como conhecemos  
Cristóvão Colombo
No meio da viagem para o Oriente, o navegador português Cristóvão Colombo chega com sua esquadra à América do Norte, em 1492. 
Vasco da Gama
Sua primeira viagem à Índia foi iniciada em 1497 e, no ano seguinte, o navegante português cruzou o cabo da Boa Esperança e alcançou seu destino. 

Bartolomeu Dias
Liderou a primeira expedição a atravessar, em 1488, o cabo das Tormentas, mais tarde rebatizado de cabo da Boa Esperança (no extremo sul da África). 
Fernão de Magalhães
Apesar de português, foi da Espanha que, em 1519, partiu para dar a volta na América do Sul, descobrindo a passagem para o oceano Pacífico, que recebeu o nome de estreito de Magalhães. Morreu em 1521, nas Filipinas, antes do fim da expedição, mas 18 sobreviventes de sua tripulação chegaram à Espanha em 1522, completando a pioneira navegação completa em volta do planeta.

Uma estória nesta história


História nem sempre é aquilo que se ensina nas escolas, deixando em oculto fatos importantes na história. Um desses fatos é como se ensina que Cristóvão Colombo foi quem descobriu a América, quando na realidade outros europeus chegaram lá muito antes dele. Estes foram os vikings, que encontraram a América do Norte quase 500 anos antes do português e muito antes da era das Grandes Navegações.

Na falta de evidências históricas em contrário na época, Colombo foi nomeado como o descobridor da América, e equivocadamente é isso que é ensinado nas escolas até hoje, quase meio século depois de terem sido descobertas as ruínas vikings em L'Anse aux Meadows. Portanto é considerado o descobridor do Novo Mundo, apesar de vikings terem visitado o continente cinco séculos antes. 

Os vikings com seus navios dragão exploraram e estabeleceram bases nas costas da América do Norte a partir do século X, e terão aí deixado marcas, estes exploradores aparentemente não colonizaram a América, limitando-se a tentar controlar o comércio de peles de animais e outras mercadorias da região. 
                                                          
                                 
               Viking                                 Contato Viking com índios norte-americanos

Não se sabe tanto sobre eles quando se deveria; normalmente eles são tidos como um bando de bárbaros loiros ou ruivos, cabeludos, barbudos, saqueadores, furiosos, embriagados, estupradores e que usavam capacetes com chifres. No entanto se esquece que seus capacetes não tinham chifres e que, apesar de tudo, eles foram uma das civilizações mais importantes do mundo antigo e medieval, e grandes navegadores.

Navegadores antes de Colombo

Erik, "o vermelho"
Norueguês responsável pelo povoamento da Gronelândia, por volta de 985. Era um grande fora-da-lei norueguês, e era um experiente navegador.

Leif Eriksson
Filho de Erik, "o vermelho", navegador e explorador islandês, que terá nascido por volta de 975 e falecido em 1020, é considerado por alguns historiadores como o descobridor da América do Norte, onde chegou por mar no ano 1000. Segundo os historiadores modernos, conta que Leif Eriksson teria chegado ao continente americano pouco depois do ano 1000, após ter comprado um barco do navegador e comerciante islandês Bjarni Herjólfsson, que já teria estado perto da América. Então o barco de Leif teria perdido o rumo e encontrou o noroeste da América, uma terra, bastante fértil, arborizada e com muitas vinhas. Por isso, Leif Eriksson chamou-lhe Vinland, a terra do vinho, e lá teria estabelecido contato com os índios locais.

Uma curiosidade...
Você sabia que em 1964, o presidente norte-americano Lyndon B. Johnson proclamou 9 de outubro como Dia Leif Eriksson de forma a comemorar a chegada do primeiro europeu à América do Norte?